" Se um dia já homem feito e realizado, sentires que a terra cede aos teus pés, que tuas obras desmoronam, que não há ninguém à tua volta para te estender a mão , esquece a tua maturidade, volta à tua infância e balbucia, entre lágrimas e esperanças as últimas palavras que sempre te restarão na alma: minha mãe, meu pai.”
Rui Barbosa
É impressionante a força que nossos pais exercem sobre nós. Quando criança não resistimos a ela seja por admiração, respeito ou até por medo. Ao crescer essa força nos incomoda e contra ela e eles travamos batalhas que hoje descubro serem inócuas. Lembro-me dos conselhos, do “ouvido sendo alugado” e de como desejava ser adulta para não necessitar ouvir mais nada. O amadurecimento veio mas continuo precisando “ouvir”. A diferença é que agora não tem mais alguém que diga. Não como pai e mãe que falam sempre querendo o melhor para o filho. E o fazem de um jeito muito peculiar que ninguém por mais que tente pode fazer igual.