Se eu fosse um padre
Se eu fosse um padre, eu , nos meus sermões
não falaria em Deus nem no Pecado - muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,
Não citaria santos e profetas: nada das suas celestiais promessas ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,
Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera fossem meus!
Porque a poesia purifica a alma
e um belo poema - ainda que de Deus se aparte - sempre coloca o poeta face a face com Deus!!
Uma das coisas que gosto é de poesia.Só ela pode falar com requinte exatamente o que sentimos ou pensamos.Quando lí este poema do Mário Quintana fui ao paraíso!! Ele expressa o com clareza a sensação que eu tenho ao ler um boa poesia: primeiro um enorme vazio como se estivesse despida de tudo que possa corromper o que foi lido, depois uma calmaria, um bem-estar e por instantes uma certeza de que o mundo pode ser melhor.
Escrever uma poesia é ter essa sensação inúmeras vezes multiplicada, por isso, até arrisco com muita modéstia a escrevê-las.
Um dia, quem sabe, elas estarão aqui!!!