26.2.09

Resolução 01/09

Sabe aquelas resoluções de ano novo?
Aquelas que a gente quase sempre não cumpre, mas insiste em fazer todo dia 31 de dezembro.
Pois é, depois de pensar por muito tempo, fiz as minhas nas horas finais de 2008. Uma delas foi que em 2009 eu iria depois de quatro anos com carteira de motorista enfim dirigir. Não que já não tivesse prometido em outras vezes, mas dessa vez seria diferente, jurei a mim mesma.
Cheia de coragem (!!) e para espantar o medo peguei no carango logo no dia primeiro, assim não teria mais volta.
Depois uma voltinha, aqui, outra ali e já se passaram dois meses e junto com eles também os apertos: carro que morre, marcha que arranha, perna bamba e muito suor na testa! Ainda há muita coisa pela frente, eu sei.
Mas a alegria de ver um objetivo sendo alcançado, o prazer da superação e a sensação de que estou não apenas dominando um carro, mas tomando as rédeas da minha vida enchem meu peito de uma felicidade imensa que precisa ser compartilhada.
A gente se encontra por aí!!

24.2.09

Mais uma bela poesia!!

A criança que fui chora na estrada
Deixei-ali quando vim ser quem sou,
Mas hoje vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui, onde fica.

Ah, como hei de encontrá-la? Quem errou
A vida tem a regressão errada
Já não sei de onde vim nem onde estou
De o não saber, minha alma está parada.

Se ao menos atingir neste lugar
Um alto monte, de onde possa, enfim
O que esquecí, olhando relembrar

Na ausência, ao menos saberei de mim
E, ao ver-me tal qual fui ao longe achar
Em mim, um pouco de quando era .

Fernando Pessoa

17.2.09



Chove, chuva!!!


Nem me lembro da última vez que choveu tanto tempo como nos últimos dias. Segundo minha frágil memória este ciclo de chuvas começou no fim de novembro, se fez presente no mês de dezembro todo e ficou até os primeiros dias de janeiro.
E causou tragédia que embora anunciada - afinal construir às margens dos rios, nas encostas de morros é risco mas também única opção para um povo sofrido – ninguém queria ver acontecer e
causou dor para muitos.
A chuva como fenômeno natural é importante para a subsistência do ser humano e a ela não deve ser imputada nenhuma culpa, mas na dificuldade e necessidade em achar um culpado sobra para ela mesmo.
Mas de qualquer forma esse período de chuvas intensas e incessantes parece ter dado trégua. Hoje temos apenas a chuva típica de verão: escurece o céu, venta parecendo derrubar tudo, fecha o tempo e então chove forte, lavando céu e terra.
Lembro-me então de situações da vida que se assemelham a uma forte tempestade e parecem ser devastadoras.
Mas quando a chuva de verão passa revela um sol brilhante, o céu lindo, o ar mais leve e isso me dão certeza de que depois de uma forte tempestade, mesmo que as coisas mudem pela força com que ela veio há sempre o alento e esperança de que estamos prontos para recomeçar!!

5.2.09

Dividindo palavras

Fiquei de postar umas palavras que andei escrevendo. Hoje mais do que nunca
sinto vontade, necessidade e dever de postá-las.
Aí vão...

Olhos de criança


Há momentos em que tudo parece perdido,
As coisas sem sentido
Na procura por si mesmo não se acha solução
Então, o que resta fazer é aquietar o alma

Deixar o espírito sossegando
A mente livre a vagar
Os pensamentos soltos

É voltar a ser criança
E passear alforriado na imaginação
Onde tudo é colorido e sem preocupação


E com esse sentimento
Surge enfim a esperança
De que nos problemas da vida
Ás vezes a melhor saída
É olhar com olhos de criança!!