29.5.09

Eu voltei..
Desde criança que aprecio um bom livro. Tudo começou na quarta série quando ganhei um concurso de poesia e o prêmio foi o livro “Passarinhos e Gaviões – Uma fábula da constituinte”. Como li aquele livro. A história era mágica, as palavras pareciam melodia.
Foi nele que me apaixonei pelo poeminha do contra que só depois descobri que era de Mário Quintana, poeta que admiro.
Era assídua da biblioteca da escola Themis A. Vieira e nela conheci a coleção Vagalume: O caso da borboleta Atíria, Um cadáver ouve rádio. Ô tempo bom!
Há pouco tempo retomei este antigo hábito e redescobri o prazer de ler.
Os filhos pequenos, cuidados com a casa e outras preocupações não me permitiam desfrutar de uma boa e calma leitura. Mas estou de volta ao fantástico mundo dos livros e convido quem quiser a aventurar-se comigo!

10.5.09

Saudades...

Mãe
Eu me lembro do teu rosto,
Da tua voz, do teu sorriso.
Do seu jeito ...
Lembro-me das tuas gargalhadas sonoras que contagiavam o ambiente.
Lembro-me da tua mão, do teu carinho,
Que ao fechar os olhos ainda posso sentir.
Lembro-me dos desenhos em que eu segurava tua mão.
Lembro-me das broncas, brigas.
Mas lembro da frase “É para o seu bem” que só hoje entendo.
Lembro-me das vezes em que te vi chorando e mesmo sem saber o motivo quis chorar também.
Lembro da tua doçura.
Do teu sofrimento.
E da tua força.
Quisera que tu estivesses hoje comigo!
Mesmo sabendo que sou parte do que tu eras.
Ah, mãe, que saudade!!
Que boas lembranças foram deixadas!

3.5.09

O crime e o castigo



Quem já não cometeu um “crime”? Fez algo considerado errado mesmo pequenininho.
Quando criança o resultado imediato de algo que não deveria ser feito era um tremendo castigo. É claro que isso não impedia de aventurar-se pelos caminhos do proibido que se não gostoso e no mínimo curioso. Mesmo sabendo que o castigo viria.
Mas crescemos e de certa forma viramos senhores daquilo que devemos ou não fazer. Não nos importa muito a opinião alheia e às vezes o resultado da nossa ação.
Achamos e fazemos e ponto final.
E quanto ao castigo? Não nos preocupamos mais com ele que passa a ser no máximo uma consequencia dos nossos atos. Consequencia que dependendo da situação vale a pena correr o risco (!?).
Há quem diga que castigo vem a cavalo...
Há quem diga que vem a jato...
Há quem diga que ele não vem...
Há quem não acredite no castigo...
Acredito que o castigo possa vir, embora não me preocupe em desejá-lo para ninguém.